quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Depois das Seis.

Gosto dessa psicodelia de rua -
organizada, 
dessa quase doença tratada,
desses trejeitos sem jeito,
desses desejos vorazes,
desses traços capazes,
desse 'fito e não deito'.
Onde paramos o carro? 
Onde estacionamos os lábios
e se eu escrevesse mil versos talvez desconexos, sem 'mi' nem por quê?!
Perdi datas e conteúdo
e nessa reviravolta de mundo
estamos pagando pra crer.
Os fonemas parecem poemas - é só analisar as rimas que não precedem,
aquelas que perecem de dentro de mim. 

21/01/2014

domingo, 19 de janeiro de 2014

num instante de ilusão.

escrever nos pedaços de dívidas que deixei no fundo da bolsa - não sei como estou agora: com sono, com sede, com ódio ou indiferente... Não acredito que eu esteja indiferente ou não escreveria... Gosto de boca amanhecida - não gosto: não sei de mais nada agora. 
Uma coisa por vez, tá legal?! Eu tenho o meu tempo. 
O que a gente quer deveria ser a única coisa certa a se fazer.
- não funciona assim; não sei mesmo como fazer.
As nossas vontades nem sempre são o cardápio do dia. as vezes lidamos com sabores que desconhecemos e não gostamos. ou gostamos muito e não temos a grana pra repetir, ou, ou..
o paladar é exotico demais pra listar todas as possibilidades - em rosa


"ou me odeia descaradamente ou disfarçadamente me tem amor."

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

sou vintage?!

acabei de me dar conta que de uns anos pra cá eu nada cresci,
quase nada evoluí,
nada mudei.


e não sei : isto é, eu me encontrei ou emburreci?
tenho medo de respostas bruscas, mas, por favor, respondam-me todos.

e é isso. 


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O anjo mais velho.

Você é quase um acidente psicológico que me anestesia em algumas ocasiões e, deveras vezes, não deveriam te recordar. Mas eu sempre levanto e aplaudo. 
As maiores coisas são ditas em pequenas proporções, sem grandes exclamações, sem grandes exageros - com a imensidão da singelidade.  Em uma distancia temporal de dez frações de segundo, ai ai ai.
As pessoas me interessam, qualquer delas, desde que sejam interessantes! Na maioria das vezes elas só me dão preguiça mesmo. Talvez seja esse contato obrigatório para com as explicitações alheias. Não é serenidade, é ego. 
E das vaidades eu estou cheia das minhas - não tenho mais espaço. 
Tô com medo de ficar pela cidade; tenho me refugiado nos braços das costas, no litoral das minhas magoas guardadas. Tenho fugido sim, depois de tanto alfinetar a cabeça, tenho fugido - a poesia traduz quase toda concreticidade, sabe?! Seu rosto lateja minhas vagas lembranças, ostentando todas as ilusões. 
No fim das contas, cada uma volta pro seu respectivo buraco. 



"do começo ao fim
quem vai ficar 
quem vai ouvir 
quem vai ver?"

mix do reveillon até atual data.


sábado, 4 de janeiro de 2014

porque hoje eu vou fazer um samba sobre o infinito.

tríplice, tripé, tribo.

tá um calor do caralho.
não comi nada ainda.
chegarei atrasada.
três fatos que não envolvem você, um conjunto de três motivos que não te ostentem em mim. 

--

Voltei.
Fui com a intenção de fugir de muitas coisas e terminei o descanso com coisas expostas. Muito mais expostas do que queria, na verdade, mas enfrentar o medo é o mais sabido de se ter um medo. Só que dói. Só que incomoda e me tira o sono. Me dá dores de cabeça chorando enquanto penso. Tudo quer acontecer de uma vez aqui dentro. Não sei se minto ou falo mesmo. Não sei se amo ou odeio. Não sei se quero perto ou exijo distancia. Não sei se pergunto ou respondo. Não sei se sou defesa ou se sou ataque. Não sei quanto meu medo me leva pra longe e quanto é referente a realmente não poder estar perto e, por consciência demasiada desse sentimentalismo errado, vou embora porque nossos olhos provocam um tremor na terra (ou será meu corpo que treme?). 
Corro a 100km/h internamente quando penso no desafio que foi nos encontrarmos nas esquinas quase casuais. Você não pensa nisso? Fiquei intrigada, instigada, confusa e complexa. As vezes o fato de eu não saber escolher e usar o 'e' na minha vida me torne uma pessoa abarrotada de sentidos, e talvez eu não saiba usa-los. Se te olho não consigo abrir a boca, não consigo esconder o que acende quando você passa. 
Tá vendo, é só eu me distrair um pouco e, POW! Chegam esses pensamentos impróprios pra vida que queremos levar. É, eu sei. 
Eu gostaria que você quisesse tentar entender pra poder me explicar, porque eu tenho tentado há algum tempo mas não consigo acompanhar suas deixas, e deixo ir sem saber o que acontece, talvez caminhando pelo lado errado, com o faro pouco aguçado, morrendo à prova

04/01/14