terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Surtações. Saturações.


Queria pensar em muitas coisas agora, mas estou tão confusa quanto ao meu futuro que não posso pensar ou vou surtar! Futuro esse que não é distante, tão pouco complexo, mas ao lembrar que minhas atitudes englobam outras pessoas me vejo em corda bamba de barbante, nem sequer capaz de me aguentar. É como se eu não tivesse controle nem sobre meu nome: que me serve pra quem? 
Sei lá, tomei a vestimenta de uma idosa e não tenho ombros para carregar essa bagagem. Carregar pedras em morros íngremes, fazendo-me ígnea sob tal situação. Me sinto uma senhora erupção, que tem pouco tempo pra muita enganação. 
Fiz poesia em uma caixa desmontada, que ao se abrir em várias, continuou com nada. Escrevo porque interpreto personagens na frente do espelho. Porque sou tantas que não tenho ordem ao escrever, e me perco no vácuo que me vira do avesso e espalha todas as minhas vagas lembranças em caixas que se perdem no caminho.
As mãos doem, o braço reclama, mas o som da caneta roçando é bom demais pra assumir responsabilidades triviais - A jovem toma a voz, grita a plenos pulmões, tenta soltar a bengala de sua bipolar homônima. Porque sou partes de um todo, e desse todo que parto - eu não me sinto partida.
Talvez já tenha me exercido demais; acredito que devo parar com essa mania de pensar: "quando eu penso, estrago tudo".
Não sei como terminar isso. Acho que é por não saber que me faço passar por desentendida, e me obrigue a fazer, falar, pensar tantas groselhas quanto caibam, até encher a folha de formas de letras azuis.
Deixarei uma parte sobrando, propositalmente.
Devo falar com ela?

Terça-feira: 10/Dez/2013

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