quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Pulsações.

eu escrevo para nada e para ninguém. se alguém me ler será por conta própria e auto-risco. eu não faço literatura: eu apenas vivo ao correr do tempo. o resultado fatal de eu viver é o ato de escrever. há tantos anos me perdi de vista que hesito em procurar me encontrar. estou com medo de começar. existir me dá as vezes tal taquicardia. eu tenho tanto medo de ser eu. sou tão perigoso. me deram um nome e me alienaram de mim. 

(Um Sopro de Vida - Clarice Maravilhosa Lispector)

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