sábado, 26 de outubro de 2013

pessoalíssimo corpo.

é! acabei de me dar conta do quanto gosto do meu corpo. sim, no sentido estético-físico-imagem da coisa. com as dobrinhas e os pelos. com as estrias e celulites. com os rabiscos e com os furos. e com os joelhos tortos e unhas roidas. com o pé cascudo de tanto andar descalça. com os dentes tortos e amarelados. com os cravos no nariz. é! gosto de mim exatamente assim. me olhei, nua no espelho. nua de tudo. nua de preconceitos, nua de padronizações, nua de corpo e alma, saca? me olhei pra me ver de verdade. saber do que gosto em mim. e quando via todo esse corpo amarelado por São Paulo, me dei conta que o que mais gosto é essa capacidade que me permiti de ver a vida em diferentes angulos. e me olhar de dentro pra fora, do presente pro futuro e do futuro pro passado perceber que, caramba, acabei de me dar conta do quanto gosto do meu corpo. como corpo além de corpo. 

26/10/2013

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pequena Contribuição à Saúde.

Hospital é o rascunho da vida: muito tempo de espera pra pouca merda. 

Miserável. Nosso estilo de vida é miserável. Minha garganta está miserável nesse momento. A educação é miserável, a saúde é miserável, a cultura é NOJENTA!, e se fossem coisas decentes formadas e pensadas e montadas pra gente, não seriam tão miseráveis. Os trabalhos são miseráveis. As vontades são miseráveis. Os sonos são miseráveis, desde o copo de água ao copo de cachaça - miserável. Estamos em um estágio de completo declínio e degradação. Os policiais são miseráveis - e muito, muito miseráveis, esses são especiais. E me dá uma vontade insana de gritar que todos estamos em situações miseráveis, mas para isso eu precisaria de uma garganta nova. E eles precisariam de educação nova. E nós precisaríamos de águas e pingas renovadoras. Mas não, estamos todos num estado de completa imoralidade para com a gente.
E quando Bukowski diz que não tem fé no ser humano, desculpem, eu sou obrigada à concordar. 

22/10/2013

domingo, 20 de outubro de 2013

Liquidificador!

as pessoas são assim mesmo, inconvenientes; eu já nem ligo mais.


cigarros
maconha
café
pinga
sexo
fotografia
intensidade
chame
palavras
ditas
ou
não
espera
por
um 
sinal
do
fantástico
ego
lego
quero
logo. 




Saí mais cedo do que os outros dias e mais tarde do que devia:
acontece assim todos os dias 
- nunca é cedo o suficiente pra dar tempo
: minha procrastia proclama
aos berros pelo
ócio. 

20/10/2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Recorte.


(...)


Tenho ficado mais sozinha, na verdade, mais comigo e com a minha bagunça organizada.
Tenho aproveitado mais meus momentos e meus impulsos e meus obstáculos. Tenho visto mais a vida através da minha janela. 
Pode ser que tudo isso seja uma coisa ruim.
Pode ser que não.
E eu vou testando assim, vou fazendo algumas coisas diferentes pra aprender quais dão certo. E vou indo ainda, de forma a andar sempre pra frente, sempre rente, porém pouco linear.
E eu vou. 
Vou indo.
Tô indo, e quando vou ver, já
Fui

14/09/2013

mil palavras.

Sabe quando as palavras já não dão mais conta das suas crises criativas?
Então você começa a desenhar. 
E você aprenderá a desenhar com o tempo. 




Mas você definitivamente não sabe desenhar. 
Ai, você descobre que o que você sabe fazer, você fará até nas crises, mesmo que você não saiba mais ou nunca tenha sabido.
Você tenta.
E nunca para, porque as mil palavras valem por exatas mil palavras - enquanto os riscos que faço tortuosamente parecem tão travados no lápis de cor. 


Domingo, 06/10/2013.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Versão 2.3





"Apesar de doer
Serei o primeiro a dizer que eu estava errado
Oh, sei que provavelmente estou muito atrasado
Para tentar me desculpar pelos meus erros
Mas eu só quero que você saiba
Espero que ele lhe compre flores, que ele segure sua mão
Que lhe dê todas as suas horas quando tiver a chance
Que leve você a todas as festas porque eu me lembro
De quanto você amava dançar
Que faça todas as coisas que eu deveria ter feito
Quando eu era o seu homem"




Feliz Aniversário. 



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Ah.

você
que a gente chama
quando gama 
quando está com medo
e mágua
quando está com sede 
e não tem água 
você
só você
que a gente segue
até que acaba
em cheque
ou em chamas
qualquer som
qualquer um
pode ter tua voz
teu zumzumzum
todo susto
sob a forma
de um súbito arbusto
seixo solto
céu revolto 
pode ser teu vulto
ou tua volta

Paulo Leminski

"O que digo agora também já está morrendo? Morrer produz barulho, sei, mas e o barulho de viver? Não dá para ouvir daí?"


segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Desse lado estão bem apertadas.

Não sei como funcionam ai as coisas do outro lado da rua, mas aqui do meu lado andam bem apertadas;
as crianças não param de chorar, as mulheres no meio da noite perdem a cabeça e os maridos, embriagados, com mancha de gozo e vomito na camisa, nem cabeças mais têm. acontece assim desse lado da rua: a gente sai de manhã, trabalha, não vê quem mora com a gente e trabalha pra gentalha que sustenta nosso pão amargurado. as crianças eu mando a deus dará, não posso ter apego por quem não posso alimentar. 
acontece assim desse lado da rua: eu vejo jovens que perdem o tempo buscando aproveitar as coisas que privaram da perifa mas burgues pode pagar. eu vejo bichos dividindo esgoto com velho pra molhar o pé na matina, e começar todo dia essa sufocante rotina. 
Não sei como funcionam as coisas do outro lado da rua, mas aqui do meu lado andam sub-adaptadas.

07/10/2013

domingo, 6 de outubro de 2013

PoeMaloca.


- Cê subiu na minha cama, tio, cê é louco!? 
Mas agora com essa chuvinha 
vamos esperar mais um pouco.

30/09/2013




"Quem ama quer casa. 
Quem quer casa quer criança. 
Quem quer criança quer jardim. 
E como já dizia Galileu, isso sim é amor 
- CARAMBA, GALILEU!"