segunda-feira, 16 de setembro de 2013

hoje acordei tarde.

pereço em ser leve, e por eu ser minha acabo ficando pesada.
mas eu não canso. jamais canso.
eu quero falar com você; falar de você, falar para você - quero te ouvir.
eu não quero que você fique aparecendo e de manhã indo embora; eu quero que você decida me incomodar ou me acomodar. 
quero fazer diferente dessa vez.
eu a ouço como auto-tortura, você entende? ela me faz acreditar que pode ser diferente: e eu gosto disso, dessa inconstância, dessa incerteza solitária e fumegante.
um beijo de sol num teto de chuva: meu interior parece uma casa pegando fogo. 
nas curvas baseadas, eu não consigo parar de tragar quem lê. 
não. eu não como disso - de escrever, mas definitivamente eu vivo disso.
é como se esse vácuo de palavras me fizesse virar do avesso.
eu mais escrevo o que vivo do que vivo do que escrevo
- e assim parece perfeito pra mim. 


15/09/2013

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