segunda-feira, 5 de agosto de 2013

só assim.

A expressão dele foi levada.
Um pássaro quando é preso não canta, chora.
E se a vida flui como deve fluir, um dia a gente se encontra nas curvas. Nas minhas, nas suas, nas nossas porque todos os meus ápices quero dividir.

Aqui todas nós usamos quarenta e quatro: não posso dizer que foi só com todo mundo, foi com você também.
Eu nunca fui de pintar dentro das linhas, não é uma coisa surreal?!
Não me importo mais quando as pessoas estão observando qualquer coisa que seja, elas simplesmente devem ser feitas e é a coisa mais intensa quando elas acontecem...
Nunca fui muito de me conter dentro dos traços: as coisas devem ser escritas em linhas tortas. E entre segurar ou não, eu prefiro que levem mais para o lado e ajeitem: não quero que segurem meu extremo e me levem como balões em festas de crianças e adultos que não querem crescer.
(Gosto de deixar a mão solta correr, e que saia o que deve sair, sem esforço. Deve ser espontâneo.)
Não deixe-a apagar, faça certo por linhas tortas - e pareça um velho quando fizer outras muitas coisas, como tossir, e rir.
Tem horas até que a intensidade parece insuportável, e minha maior vontade é arrancar muitos olhos com muitos beijos, mas as coisas somem, se perdem, e eu estou com medo de dispersar e perder alguém de vista.
Já sei: quero usar óculos pra longe, porque de perto já vejo muitas coisas nessa porra toda, e quando você lembrar, se lembrar, compre lentes de contato pra me acompanhar.
Agora, vou seguir andando. Tropeçar em escadas que não existem e segurar em paredes que não existem também.
Sem espaço para o erro, as pessoas vivem com medo, e mesmo que eu corra do medo, meu excesso ainda é muito responsável, eu sei, e me mexo de forma tão tímida que de longe (ou sem as lentes) nem percebem a minha euforia.

"Se os peões rodopiam, eu também posso rodopiar."


3-5/7/2013

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