sexta-feira, 23 de agosto de 2013

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Que distinto você ter papel e caneta na bolsa! E quantas pessoas distintas! E quantas cenas iguais... 
Será que ano passado eu escrevi também?! Será que ano passado eu também me apaixonei? Queria escrever sobre mil coisas que já tinha na cabeça.
Mas, esqueci.

27/07/2013

Nesse momento estou sentindo a pessoa que sou e não tenho muitas oportunidades de ser. Ou uma das pessoas que sou porque me sinto várias, poucas de verdade e muitas em essencia. 
Acontece quando a gente menos espera, com quem a gente menos espera, da forma que a gente menos espera. Porque é um problema a gente esperar demais: ligações demais, toques demais, sussurros demais. As colheradas já não tê mais sentido, nem as trepadas, nem as contas, tampouco (ou ainda menos) os hinos. As cores mudam, as caras mudas, as letras tortas para, no fim das contas, SEMPRE NO FIM DAS CONTAS, eu fazer o que faço todos os dias, e esperar que as pessoas possam me surpreender, coisa que o destino por si se recusa a fazer. Mas a gente tenta mudar as leituras, os gostos, os gemidos com a expectativa frustrante de ser o mesmo de antes. 
O vinho começa a fazer efeito e eu gosto dessa fase de transição; talvez esse seja o problema: quando algo se fixa perde a razão, e irracional por natureza, eu já tenho à mim, e aos cheiros que se instalam no decorrer da noite. 

"transformar o tédio em melodia..."

04/07/2013

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