quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Silencio enquanto penso.

eu gosto desse gosto artístico porque é na arte que a gente intensifica!que as coisas ficam mais redondas ou mais chatas ou mais nítidas, que os sabores se aguçam, mas não! não era sobre isso que eu queria escrever...
eu queria escrever sobre a euforia de escrever na euforia de escrever porque é o momento mais gostoso de quem escreve. quase um orgasmo verbal. não era verbal que eu queria dizer, mas foi o que veio, e com o prazer as vezes temos que vomitar algumas coisas também.
é essa urgência de ser o outro nas curvas das vogais. é essa necessidade de por pra fora tudo o que não cabe mais. como sapatos apertados que machucam os pés quando andamos, e ai nem podemos correr! temos que tirar os sapatos e tentar correr. mas se eu perco a euforia e não corro, as palavras se desgastam por si só.
eu não entendo como funciona isso, estou quase conseguindo dominar o que não conheço. mas eu sei que gosto. e não saber do que eu gosto tem feito eu gostar mais.

27/08/2013

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Quando nada mais dá pé.

Quero por no mundo porque não cabe em mim
porque o que eu penso é prático.
Faço das palavras dela, minhas. E por mais que eu me sinta dita e identificada, meu ego está gritando porque eu não consigo abri a boca pra falar em tudo o que eu acredito.
Não sei se estou me calando por me calarem ou porque acho mais inteligente só ouvir;
Quero falar mais muitas outras coisas - escrever torto por linhas retas.
Acabei de sentir porque eu sempre saio das conversas: porque 'achismos' eu encontro em dez minutos ou dez anos de conversa em igual solidez e prepotência.
"(queria repetir uma frase que ouvi, porque sim, gostei
- mas esqueci).
E eles voltaram a falar todos juntos, sobre outros muitos juntos em outros lugares que se encontram, e são muitas vozes em um eco quase uníssono, insano, insosso. E eu até gosto do que ouço, mas é sempre tão romântico mesmo com todas essas razões ditando as conversas... os verbos continuam soando autoritários! Parece que nada muda enquanto tudo se transforma, você entende?! A folha acabou, gostei da sinceridade politica dela e eu poderia escrever eternamente...
mas,
 a folha acab.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

.

Que distinto você ter papel e caneta na bolsa! E quantas pessoas distintas! E quantas cenas iguais... 
Será que ano passado eu escrevi também?! Será que ano passado eu também me apaixonei? Queria escrever sobre mil coisas que já tinha na cabeça.
Mas, esqueci.

27/07/2013

Nesse momento estou sentindo a pessoa que sou e não tenho muitas oportunidades de ser. Ou uma das pessoas que sou porque me sinto várias, poucas de verdade e muitas em essencia. 
Acontece quando a gente menos espera, com quem a gente menos espera, da forma que a gente menos espera. Porque é um problema a gente esperar demais: ligações demais, toques demais, sussurros demais. As colheradas já não tê mais sentido, nem as trepadas, nem as contas, tampouco (ou ainda menos) os hinos. As cores mudam, as caras mudas, as letras tortas para, no fim das contas, SEMPRE NO FIM DAS CONTAS, eu fazer o que faço todos os dias, e esperar que as pessoas possam me surpreender, coisa que o destino por si se recusa a fazer. Mas a gente tenta mudar as leituras, os gostos, os gemidos com a expectativa frustrante de ser o mesmo de antes. 
O vinho começa a fazer efeito e eu gosto dessa fase de transição; talvez esse seja o problema: quando algo se fixa perde a razão, e irracional por natureza, eu já tenho à mim, e aos cheiros que se instalam no decorrer da noite. 

"transformar o tédio em melodia..."

04/07/2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Mais de Mim.

As vezes gosto de sair de mim
Me olhar do lado de fora.
E quando me vejo daquele ângulo, gosto muito mais de mim
Quase sempre quero sair de mim.
E quando me olho no espelho, vejo que cada dia eu não sou.

08/07/2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

só assim.

A expressão dele foi levada.
Um pássaro quando é preso não canta, chora.
E se a vida flui como deve fluir, um dia a gente se encontra nas curvas. Nas minhas, nas suas, nas nossas porque todos os meus ápices quero dividir.

Aqui todas nós usamos quarenta e quatro: não posso dizer que foi só com todo mundo, foi com você também.
Eu nunca fui de pintar dentro das linhas, não é uma coisa surreal?!
Não me importo mais quando as pessoas estão observando qualquer coisa que seja, elas simplesmente devem ser feitas e é a coisa mais intensa quando elas acontecem...
Nunca fui muito de me conter dentro dos traços: as coisas devem ser escritas em linhas tortas. E entre segurar ou não, eu prefiro que levem mais para o lado e ajeitem: não quero que segurem meu extremo e me levem como balões em festas de crianças e adultos que não querem crescer.
(Gosto de deixar a mão solta correr, e que saia o que deve sair, sem esforço. Deve ser espontâneo.)
Não deixe-a apagar, faça certo por linhas tortas - e pareça um velho quando fizer outras muitas coisas, como tossir, e rir.
Tem horas até que a intensidade parece insuportável, e minha maior vontade é arrancar muitos olhos com muitos beijos, mas as coisas somem, se perdem, e eu estou com medo de dispersar e perder alguém de vista.
Já sei: quero usar óculos pra longe, porque de perto já vejo muitas coisas nessa porra toda, e quando você lembrar, se lembrar, compre lentes de contato pra me acompanhar.
Agora, vou seguir andando. Tropeçar em escadas que não existem e segurar em paredes que não existem também.
Sem espaço para o erro, as pessoas vivem com medo, e mesmo que eu corra do medo, meu excesso ainda é muito responsável, eu sei, e me mexo de forma tão tímida que de longe (ou sem as lentes) nem percebem a minha euforia.

"Se os peões rodopiam, eu também posso rodopiar."


3-5/7/2013