terça-feira, 25 de junho de 2013

é pra ler ouvindo Zé Ramalho!

 (como eu escrevi, sem acentuação)

EU TENHO PRESSA!
Sinto que vou me enforcar nessa intensidade de tudo o que eu sinto o tempo todo!
Sinto uma agonia, vontade de vomitar com essa corda no pescoço, que não me deixa agir, que não me deixa falar!
E em um momento de total insensatez você escreveu e me mostrou.
Foi aterrorizante saber que eu tô bem porque você tá bem! E isso é fantástico dadas as condições pseudo-históricas!
E não só você, a irmã que adotei também! Como nos contamos, como se entregar e se dispor é bom! Como as coisas funcionam quase musicalmente aos meus ouvidos nesse momento.. São sussurros e notas graves, fortes, raivosas, desesperadas e canto lirico da mais pura pacifidade que pode se instalar.
Eu não sei se estou bem, mas estou, com certeza, alguma coisa muito intensa! Muito intensa, muito intensa.
E olha que estranho: as palavras não querem sair como deveriam, de forma mais rápida, e mesmo não sendo todas elas compativeis com tudo o que quero dizer elas encaixam-se perfeitamente entre as, vírgulas,.
Eu tô me sentindo nova! Tô me sentindo permissivel. Tô me sentindo viva, vi va, v i v a!
"eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar."
Hoje estou sentimental demais, correndo o perigo de perder a razão em meio carnificina que fizeram com o tormento que eu tinha. Mas não estou correndo do perigo, hoje eu tenho me jogado do penhasco a cada palavra. Hoje tenho me jogado no buraco a cada arfar, e as coisas estão perdendo sentidos e ganhando sentidos e sentindo sentidos e sentindo, sentindos...
Me pergunto se quem me lê também dança a dança louca das borboletas e sente todas elas no estomago como eu também sinto, como um espiral, aspiral, fumaça de um arco-íris, cê sabe o que é?!
Vou-me, me amando de novo, dia após dia, rotineiramente, tediosamente.

16:30h, 26/06/2013

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