sábado, 4 de maio de 2013

tão confortável quanto um moleton.

eu gosto de você assim: blusa regata, moleton, meias e cabelo bagunçado
: cara amassada
: alma lavada.

quero te ver mais vezes com a leveza de acordar sem pressa, sem culpa.
jeito malemolente de quem já levanta apaixonante.
Como você consegue isso? Ser surreal desde o momento que abre os olhos e eu me vejo sem jeito de te ver dormir.
Como pode uma paixão latente que me assola todas as manhãs!?

Eu lembro da primeira vez que estivemos juntas - na cama que não era nossa, nas letras do filme que acabara e a música que repetia insistentemente. Lembro do primeiro vinho que tentamos mas não conseguimos entrar no barco porque a consciencia se esvaia na mesma velocidade do alcool da garrafa - insano.
Insano como eu tento escrever aleatoridades e me vejo pensando em você e escrevo e ai já é tarde demais porque o que era avulso tornara-se especifico.
E as vezes eu até gosto disso, porque voltei a escrever. Passei por uma semana sem palavras e isso me dá um vazio incerto e eu odeio incertezas.
Odeio te esperar várias vezes no mesmo dia, sem você saber que deveria chegar. Mas eu espero que o telefone toque, que o e-mail chegue, que a campainha soe; então eu lembro que você nunca pisou aqui.

Sempre falo que eu nunca sei ao certo, sempre começo com 'Não sei...' Na verdade, eu pouco sei, mas sei das coisas que eu não gosto, como a dor nas mãos por escrever a livre punho. Não gosto de ter horários cercados porque gosto de um tempo livre de mim para mim. Não gosto de ouvir músicas e ter lembranças - não gosto. Não gosto da distancia. Que se instalou de repente.
Que ficou pra sempre.

04/05/2013

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