sábado, 27 de abril de 2013

Deck na Beira do Rio.

P 2
Só quem conhece a cidade como eu.
Só quem abusa dos mesmos graus e enxerga os mesmos angulos no mesmo horário.
Mais ninguém pode ter a cidade que eu tenho, os cheiros que eu tenho, os sons que eu tenho.
Só quem sente essa cidade, só quem vive e revive essa cidade,
Quem a descobre todos os dias;
Quem a des-cobre todos os dias e não se deixa levar por fotografias ou moradias.
Querida, só você tem olhos equivalentemente castanhos como os meus: este poema é Para ti.

P 1 
Eu tô aqui, de novo. Talvez tenhamos pensado em 'aquis' diferentes (eu espero que seja isso) , porque tudo o que tenho girado é com a exclusividade de te encontrar de alguma forma.
Acabei de me dar conta que não tem o que escrever: você não vai aparecer, quem sabe, nunca mais; e talvez esse seja o único recado que você quer enviar.
27/04/2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Me encontra.

Desabafo:
De repente eu só quero te dar esse tempo de dançar sozinha no deck.
Eu estarei lá, semana que vem como semanas de anos atrás, sentada, esperando caso você precise ser impulsiva e só gritar.
Porque tá ai meu problema com você: por mais que você não queira, eu estarei lá.

Constatação:
...eu disse pra ele - quando eu escrevo pra ela eu sinto que to me jogando pra me afogar mesmo. Não tenho a menor pretensão de boiar ou nadar até algum lugar... é muito: ou me afogo ou me afogo, porque se ela nao me tirar de la eu não quero sair, sabe?

Eu não sei, talvez você esteja brincando com o significado que as coisas têm pra mim, mas eu preciso te encontrar. Nem que seja pra eu parar de escrever e comece a superar. 
Te peço, além da paciência  disponibilidade para com a minha sede - ou mate-a e eu serei paciente de te esperar ou me derrube na poça: eu juro que vou arrumar um jeito de levantar quando você virar as costas.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

eu não conheço todas as flores,


mas vou mandar todas que eu puder. vivemos tempos de loucos amores, só é feliz quem sabe o que quer."

estou eu cá, morrendo de cansaço e pensando: talvez estejamos em fases diferentes. talvez você esteja muitos passos a minha frente, mais madura, igual fisicamente e evoluida espiritualmente. eu sou o contrário, sempre fui, e acredito que com o passar do tempo eu tenha me tornado cada dia mais confusa.

as vezes eu juro te amar ensandecidamente  e tem dias que acordo pensando em qualquer outra coisa que não seja você; mas não se iluda, eu durmo treinando para não me decepcionar quando abrir os olhos. 
as vezes falo de você a quatro ventos, jurando que vou te deixar em paz e não vou te incomodar de nenhuma forma. e as vezes, como agora, eu incomodo mais cedo ou mais tarde.
peço desculpas, pela centésima vez por incomoda-la assim tarde da noite. 
vivo repetindo que a intenção não é te atingir pra te machucar, acho que já fiz muito isso... mas eu preciso me livrar desse sentimento de alguma forma e escrever é quase uma necessidade vital, você sabe. 
talvez você me ache imatura e egoista e insana e estupida e, e. e em determinados momentos eu realmente sou, como agora, talvez. como todas as vezes que eu te escrevo, talvez.
dia 25 será meu aniversário. completará um ano da minha babaquice - já escrevi sobre isso? - e eu ainda martelo a minha cabeça com isso, todos os dias. o por que eu não sei.
acabo de me cobrar uma estabilidade para com você e atraves disso te oferecer palavras concretas e fixas, jurar que se você largar a zona de conforto você terá uma vida de rainha, mas eu sei que não sou capaz de ser estável. eu sei que não sou a pessoa mais confiável do mundo. e eu sei que tudo o que eu senti um dia ainda se mantém muito aceso em mim e é por isso que escrevo pelo menos uma vez na semana pra você. 
eu queria dizer que, se você largar toda a sua segurança você a receberá em dobro no meu peito. eu realmente sinto isso: que quero te dar o maior apoio do universo apesar das palavras infantilizadas. mas eu não sou de mentir e confesso aqui que teríamos nossos mil problemas, e acredito que agora você não tenha problemas. confesso que mudaríamos muitas coisas. confesso que não seria fácil de começo nem de meio, mas confesso aqui que faria um buraco no tempo para que não tivesse um final. 
eu sou desequilibrada, quero um mundo ao mesmo tempo, quero poder ter tudo nas mãos. queria que você acompanhasse isso porque eu sou retardada para acompanhar o seu. sinto falta do seu cheiro, das suas palavras, do seu abraço, da sua sobrancelha erguida, do sorriso em canto de boca, das cicatriz espalhadas pelas pernas, da gargalhada alta. eu sinto falta de nos escondermos e você superar meu medo de galinhas.
eu sei que não sou seu porto seguro, talvez eu nunca tenha sido e seria pretensão dizer que posso ser. mas eu confesso que gostaria de ser, e você querer ser é o que te faz ser. 
eu tenho mil defeitos a serem consertados, tolice sua não ter me devolvido a fábrica desde a primeira festa - mas não, você topou mais um poema e mais um vinho no cais.
pela primeira vez eu não to chorando enquanto escrevo porque pela primeira vez eu me desmascaro pra você da forma que mais me dói: eu sei que não sou a pessoa que você quer ter do lado em todos os momentos, estou ciente disso. e respeito. respeite minha necessidade de te por pra fora aos poucos nesses primeiros 12 meses e nos mil meses seguintes - não é facil admitir que não sou o que você quer. mas eu gostaria de ser o que você... eu gostaria de ser algo pra você. e não me entenda mal, não quero tentar ser sua amiga de novo, já provamos que isso não deu certo e não dará se depender de mim. te olhar e não te ter seria o cúmulo da minha auto flagelação (ou do meu auto flagelamento?). 
você já leu vários monólogos. já me respondeu com roteiros fantásticos, muito mais do que os meus. aliás, inscreva-se para a FLIP, você tem um potencial singular e isso ninguém vai mudar - nem o tempo nem as companhias nem as bebidas nem a profissão. você é incrivel em tudo o que faz. e eu admiro demais essa capacidade de ser fantástica que você tem. 
quando eu crescer talvez eu seja metade do que você precisa, mas talvez nosso tempo seja realmente diferente e você realmente esteja a dois passos do paraíso, enquanto eu canto músicas antigas e ouço Aninha para aliviar a fome. 
em todos os outros textos eu tenho te pedido pra voltar. nesse eu te peço paciencia com as minha palavras. eu sei que elas são complicadas de serem digeridas, mas elas são sinceras, então tenha paciencia com o tempo delas. 

19/04/2013

"se eu não puder fazer você a pessoa mais feliz eu chego o mais perto disso possível. todos os inconvenientes a nosso favor - e diferenças sim mas nunca maiores do que o nosso valor. logo eu que sempre achei legal ser tão errado..."

William.


Você que gosta de ler o que eu escrevo, ai vai:
é muito comum eu escrever pras pessoas de acordo com o que elas significam pra mim, e hoje me vi num impasse - não sei se cobro que você trabalhe e cresça ou se cobro a sua companhia. Parece ser um dilema egoista, e realmente é, mas eu sou egoista e é sumemo.
Primeira constatação: você me atura estressada, me deixa relatar o meu dia e sempre chega me atropelando nas palavras pra relatar o seu.
Segundo: você tenta andar de skt comigo, e na boa? Isso é impagável.
Terceiro: você faz almoço pra mim quando eu to com preguiça e sempre faz café!
Quarto, quinto, sexto, sabado, domingo - me acostumei com você sempre 'por aqui', e quando eu perguntei quando você começou a ficar tão presente na minha vida você me deu uma resposta dificil de engolir, espero que você saiba disso... E me perguntou esses dias se eu te amo. Algumas coisas a gente engole pelo medo de como elas serão interpretadas, mas eu sou responsável apenas pelas minhas palavras e não pelas interpretações, não é?! Eu te amo, da forma mais singela possível. Com cuidados, broncas, carinho, bebidas, cigarros, bicicletas, tombos, skates... 
Não quero escrever muito porque simplismente não quero e sou cuidadosa com algumas palavras. Mas obrigada por permitir que eu descubra nesse meio tempo um grandississimo amigo.
(As vezes eu sou fofa, eu sei.)

19/04/2013

ouça o que eu digo: não ouça ninguém!




P I
Soltei meu amor nas ruas: mandei ele passear
Cansei de segurá-lo na coleira: enjaulá-lo no meu peito
As coisas agora estão diferentes, os valores perderam (ou perderão?) seus valores!
Joguei alto meu amor ao sereno: pedi para ele gripar
Peguei todas as cobertas que eu tenho: choro um pouco e me deito.
As coisas agora estão diferentes, mais confusa me largo e me abro aos poucos.
Criei todas as palavras amáveis: mas não as uso por precaução
Abracei todas as estrelas cadentes implorando por perdão.
P II
Quero uma folha diferente para cada dia do ano. 
O desenho está de cabeça pra baixo assim como a minha vontade de ficar e os padrões que dou a letra. Deixei de lado a estrutura e agora quero contexto!
"Os que são de casa parecem mais perigosos" - dá um desespero interno ter que firmar a identidade pessoal em que esse absurdo niilismo nos leva à uma secularização do ego, não é?! É tão desesperador que um sorriso de grafite me parece mais convidativo que as minhas palavras loucas para serem vomitadas a ponto de borbulhar e perder o sentido:
tudo 
é
instável -
transitório 
- flexível.

Março 2013