sábado, 1 de dezembro de 2012

nas cinzas das horas.



Quando eles se vão.
Algumas coisas acontecem no tempo certo. Outras não. Outras coisas simplesmente acontecem e são erradas, injustas, incompreensíveis.
O dia que o mundo parou.
Eu queria ter palavras pra dizer que vai ficar tudo bem e que a vida é um caminho tão cheio de espinhos que às vezes não compensa vir pra esse lado, e as pessoas que seriam incríveis e boas demais para estar entre a gente se vão antes de chegar. É assim mesmo, as coisas são difíceis e às vezes quase impossíveis de entender.
Dói, e quem disse que toda dor é poética, estava errado, a dor simplesmente dói. Machuca. Toda perda machuca.
Eu queria poder segurar sua mão e dizer eu vai ficar tudo bem, porque vai ficar tudo bem e no momento certo as pessoas voltam.
Não estamos prontos para entender isso ainda. Não estamos prontos para entender tanta coisa, e algumas a gente se recusa a uma explicação. É normal.
Mas a partir de hoje, as coisas serão mais fáceis pelo simples fato do pior já ter acontecido. Ou não.
O futuro que a gente planeja às vezes é ilusório demais para nossa realidade, mas não custa nada tentar e a gente pinta rostinhos, sorrisos, mãozinhas, passeios, palavras.  A gente pinta tanta coisa pra deixar a tela em branco às vezes.
Me desculpa não estar perto para te abraçar e dizer que sim, tudo vai ficar bem! Porque estamos juntas no aguardo das nossas cores prum quadro novo.
Seja lá seu nome, seja lá suas expressões, estamos no aguardo de você, quando você tiver disposto a vir, quando você quiser ser único nesse mundo que hoje parou por você. Meu mundo agora estagnou por você, no seu aguardo. E quando se sentir a vontade, seja bem vindo, te amaremos o dobro se isso for possível.

1/12/12

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