sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

eu vou me pronunciar.


Existe mulher que, não importa a sexualidade, veio ao mundo pra dar! Eu não, não gosto só de dar – vim ao mundo pra comer também! Vim comer e lamber os dedos, porque não quero passar despercebida. E o mundo é grande demais para eu só me entregar aos poucos. Preciso levar um pouco do mundo comigo, tenho sede e fome eternos e insaciáveis.
E eu espero, doutor, que o senhor saiba tanto de mim a ponto de me confundir.
Eu vou atrás das perguntas com medo de descobrir as respostas e me conformar e parar de procurar.
Eu gosto de procurar.
Se um dia me perguntarem qual momento eu mais gosto em mim, com toda clareza responderei que é quando eu deito pra ler. Cansada. E quando começo a adormecer, tiro meus óculos, fecho meu livro e os ponho de lado. Eu pareço inteligente assim e gosto de encarar personagens... Essa é uma cena tão cinematográfica, não acha?!

Então, doutor, quantas e quais drogas eu preciso pra ficar sã!?

Dezembro 2012

Um comentário:

  1. Certas entregas, quando por amor a liberdade, nos devoram de uma maneira irrealizavelmente absurdas, por isso genias, como uma fome que nos alimenta, feito uma sede que tem em sua ação o gatilho por desencadear a sacies.

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