quarta-feira, 9 de maio de 2012

Ás vezes, só o que podemos fazer é abraçar a pessoa uma vez mais e então deixar que ela vá.

Hoje acordei perdida dentro de mim. As coisas não saem mais como eram antes. Simplismente estão tão bagunçadas que eu não sei mais como voltar a mim mesma. Ponho um sorriso, um chapéu, um salto, um batom - e vou. Vou pra onde? Vou pra quem?
Não sei qual minha necessidade constante dessa nostalgia para com uma ou todas. Não sei qual minha nostalgia. Talvez eu sinta saudade de dividir, de orientar e ser orientada. Talvez eu queira tanta coisa que comece a me culpar por todos os problemas que me envolvem; e quem sabe eu realmente não seja a culpada.
Tem algumas situações que eu me permito falar. Falo mesmo, talvez esse seja o grande problema. Algumas coisas devem ser engolidas. Outras as pessoas realmente não estão prontas pra ouvir. Não entendo porque sempre me pedem pra falar, 'põe pra fora, Brisa!' e quando eu finalmente falo, ou ameaço falar, tapam os ouvidos, não querem mais saber. Fico me perguntando quando eu me tornei esse freak show que afasta as pessoas; me pergunto de quanto é minha validade e porque ela insiste em não ser permanente.

Esses dias eu tava deitada, olhando a lua. Você estava olhando a lua.
Levantei um pouco, quis olhar pra você deitada, olhando a lua.
E reparei o quanto você é linda concentrada em algo além do que se pode tocar.
Acredito que você deve falar. DIGA! Põe pra fora!
Estou tão disposta a ouvir, preciso tanto ouvir, quero tanto ouvir, que se você não disser talvez eu toma a iniciativa de ignorar.

09/05/2012