domingo, 21 de agosto de 2011

talvez.


E eu fico toda noite imaginando se você tivesse aqui.

Se você tivesse aqui a casa estaria cheia. Cheia das minhas gargalhadas, dos seus sorrisos, da nossa cara de idiota que fazemos tão bem. Eu perguntaria se ainda estou com aquele sorriso bobo e você me olharia fundo nos olhos, como eu tanto gosto. Acenderia um cigarro, você o tomaria de mim. As vezes até acho que faz isso pra me ter na sua boca até quando eu estou acendendo outro cigarro... Não sei, talvez eu esteja equivocada, mas você realmente me ama. Talvez como eu realmente te amo. Talvez.

Então olho fotos, as vezes até a que tem você no colo de alguém tão pequenininho que se esconde, mas mesmo assim, tão grande aos meus olhos culpados e ao mesmo tempo, destemidos. Revejo então fotos tão meigas que não são nossas, acendo outro cigarro.

Me critico porque estou virando uma chaminé, mas me perdôo porque é apenas para curar sua ausência. Me equilibro então entre o peso das medidas e me situo.

Quando dou por mim já estou em você - em pensamentos, claro. Sempre muito perto por estar muito longe, talvez.

Queria, na verdade, poder te levar prum lugar sem ninguém falando demais, sem ninguém chamando nem ligando nem procurando nem preocupado. Um lugar no meio do nada, pra gente poder preencher e vê-lo completo. Um lugar tipo meu quarto. Um lugar tipo escadas.

Te trazer prum lugar feito eu. Me levar prum lugar feito você.

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