domingo, 12 de junho de 2011

Os poucos que viram você aqui...

As palavras podem ser coladas à parede?

Colemos-as então!

Que pixemos toda essa estética moral que nos colam a ferro e a fogo na mente inicialmente tão inocente e tão rápida.

Quando menos se vê, a gente já tá fora de casa, maliciando as respostas e ampliando os conceitos.

Não esqueça, claro, que as jogadas são friamente calculáveis, ninguém em exato sai impune.

Até ser de esquerda é estar na direita; ou se achar que não o é, fique de costas e as opiniões trocam de lado.

Porque ideologia não é algo concreto, e sim flexível, volúvel, sem jogo, sem charme, sem carne, sem osso.

Aliás, tratar de carne é complexo porque ela não agüenta mais, mas a essência pede mais uma dose do mês passado.

VAMOS OCUPAR!

Militância não é rebeldia, é consciência inadequada!

Será que não? Somos cada vez mais seres menos pensantes!

Será que não? Pois é, pois bem, quero me ocupar, me sentir sedenta.

Quero tanto que minha unidade tornar-se individualismo e o ego cresce ao egoísmo:

Ismo, ismo, esmo.

Ah! Andar a esmo, andar a solto, andar conjunto, andar comigo junto;

Soltar as palavras que a gente pode colar na parede.

11-06-2011

Um comentário:

  1. Vamos à parede! Mas não de olhos vendados, cigarro na boca e na direção das espingardas...
    Vamos à parede para derruba-la, não somente uma escalada, mas sim tijolo por tijolo ao chão! Que venham as pedras e o cimento, pois nossos pulsos são os martelos que os derrubarão!

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