sábado, 22 de janeiro de 2011

Obg, querida. e volte sempre.

Girassois - Cassia Eller e Djavan

Então procurei aquele colo que sempre ofereci em corpo alheio.
Procurei aquela lágrima que talvez escape sem mais nem dó. Aquela forma estúpida de sentir segurança, evitando armazenar mágoas...
A gente tenta desenvolver uma conversa com a mesma introdução, sempre. Um prefácio para nossa falência, nossa consciencia de declínio.
Destacamos a alegria superfula que transborda os sorrisos mascarados e chegam a vulgaridade.
Teremos lírios brancos para enfeitar a festa a beira-mar? Teremos pés descalsos dançando a primeira música que já não lembro qual foi. Teremos bebidas amargas e alcólicas para distrair as traições. Teremos beijos embaixo de árvores que chovem, teremos gemidos altos na lua-de-mel. Teremos vestidos pretos e vermelhos. Teremos jogos na areia. Teremos gargalhadas e piadas eróticas e indecentes.
O que não teremos? A minha e sua presença.
Teremos orgulho e dignidade. Sabe o que não teremos?
Eu e você no mesmo lugar dizendo Sim.

O que teremos, ou teríamos não importam mais.
Mas eu tenho, amor, amor próprio, e isso ninguém tira, independente das promessas.


- Quero queixo caído, olho espantado, cabeça virando, corpo em choque
(Uh, uh, ah, uh, uh, uh, oh)
Eu quero coração palpitando, o chão tremendo, espetáculo incrível
(Uh, uh, ah, uh, uh, uh, oh)

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