quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Uma cerveja na terça-feira

É sempre assim que começa?
Começa-se na abstinência
De voltas renomadas
Em audiencias desvairadas
Da obediencia descartada
Nesses lugares deslimitados, com contornos não borrados,
Com desejos transbordados de xícaras de cerveja...
Ainda chove lá fora?
Faremos, então, amor em cada gota!
Há uma história de mais cores
correndo junto, de mãos atadas
deslizando faces contagiosas por desejos de carne
arbitrariarmente limitado por coordenadas geográficas
Que, querida, do mundo ela não te escapa!
"Mas escapa dos meu anéis..."
Escapa das minhas fumaças - e que fumaças!
Essas que se perdem da minha boca ao centro do seu decote.
(Depois dessa até tento levantar a garrafa e brindar com as minhas ânsias.)
De goles em goles
De litros em litros
De bares comemoráveis
Expandidos no horizonte mais próximo.
Com efeito azulado na pele esbranquiçada de vontade
de gole
de riso
de sexo
de você
e de mais vontade de viver!

Brisa Biá
Andrea Kirkovits
Thiago Pires
30-11-2010

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