segunda-feira, 29 de novembro de 2010

*nada pessoal* pós-RPG

Ao ar livre, fumaça do cigarro sem rumo, seguindo o vento que balança o cabelo dela.
E ela? Ela observa o gato passando -
Em que ele pensa? Pra onde ele anda?
Mas ela está muito fixa nas palavras alheias
Que incentivam uma realidade antagonica
Ela está utopica e nostálgica.
As cabeças balançam freneticamente concordando com o que não existe
"Sim, sim. Certo, senhor."
Ele lidera, ele manipula, ele inventa
E consomem-se em tombos e recuos.
Percebem que a prontidão alheia é apenas uma rodada
Jogam-se os dados,
"Claro, senhor!"
Ouve-se a buzina e os alarmes
E deseja um café, somente um café.
Deseja voltar a alguns minutos e esquecer o seu número.
Eu espero que ela se mexa, que ela venha, que ela volte.
E eu a degusto telepaticamente
Eu a degusto diariamente,
Sentir seu gosto inscrito.
O vento move o cabelo dela
Ela passa a língua pelo canto da boca
Move os olhos
Abre um meio sorriso
e me encara.
O que ela vê?! Provável que nada
Provável que tudo... Ou simplismente não veja.
Não saiba porque o texto foi apenas um comentário meio perdido -
sem foco.

28-11

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