terça-feira, 23 de novembro de 2010

café pingado ;

Responde o que é segurar firme e jamais soltar...
Nos becos de devaneios antigos
De ruas impregnadas de tesão!
Responde o que é sentar numa mesa de bar
falar do passado fundindo-se com o presente
As mesmas pegadas, os mesmos bueiros...
E isso me fez lembrar das janelas,
de luas nossas, deles e delas!
Lembra sexo, cigarro e menta...
Belos epsódios, firmes no tendão.

Mesa de boêmios
Mesa de lembranças
Mesa de café
Quer um café para aliviar a tensão?!

Quero sensações extremas
para rachar a cara no sorriso de realismo
embutido no romantismo
traduzido no parnasianismo de amor real...
Da nossa arte inesgotavel!
Sempre arte! Sempre galanteador...
E de forma antagonica,
quase o branco e o preto em uma folha chamuscada nas beiradas das linhas verticais dos corpos
alheios, inteiros, calados, colados, sujos, translúcidos e só.

Também só abrir as janelas, excessões...
E eu completo as reticencias.
Reticencias que rendem arte agora!
Gosto de amizades sem compromissos
nada de submisso
Pois ainda temos nosso viço de peles jovens
que rendem as janelas abertas e as reticencias!

Portas também abrem!
E por essas passam a fumaça do cigarro
Que chegar até a varanda é fácil, complicado é sair pelo portão.
Então, vamos cantar?!
Vamos, querida, dançar no silêncio?

Inebriantes são as lembranças de refúgios seguros!
Pois elas se fazem, não porque o tempo nos roubou ou rouba
Sim por lembrar;
e dançar sobre as plumas de lembranças de mármore, rejuvenesce
Se, logo lembramos que já fomos tão jovens.
Mas o que rejevenesce a alma é o calor de pessoas não presentes
que ocupam as vontades vivas daqui...
Não as subtituem!
Existe o tesão lascivo e o tesão amoroso, meu bem!
Enquanto sua flor não vem ainda existe o quem!

As frases estão soltas!
Alguém as agarre nem que seja com a ponta dos dentes.
Tão simples e tão complexas, elas mancham o cenário 'fadigico'
e se não existe, há quem entenda.
Afastem as xícaras de café!
Ponho em pratos limpos, do que, mesmo por livre coincidencia
ainda alimenta...
o arfar, o suspirar de doces vontades,
fazendo desejar.

Hora de ler em voz alta?
Hora de concluir as páginas reinterpretadas?
Hora de soltar a fumaça e perder o ego em meio a neblina.

Brisa Biá e Andrea Kirkovits
20-11

Um comentário: