segunda-feira, 29 de novembro de 2010

*nada pessoal* pós-RPG

Ao ar livre, fumaça do cigarro sem rumo, seguindo o vento que balança o cabelo dela.
E ela? Ela observa o gato passando -
Em que ele pensa? Pra onde ele anda?
Mas ela está muito fixa nas palavras alheias
Que incentivam uma realidade antagonica
Ela está utopica e nostálgica.
As cabeças balançam freneticamente concordando com o que não existe
"Sim, sim. Certo, senhor."
Ele lidera, ele manipula, ele inventa
E consomem-se em tombos e recuos.
Percebem que a prontidão alheia é apenas uma rodada
Jogam-se os dados,
"Claro, senhor!"
Ouve-se a buzina e os alarmes
E deseja um café, somente um café.
Deseja voltar a alguns minutos e esquecer o seu número.
Eu espero que ela se mexa, que ela venha, que ela volte.
E eu a degusto telepaticamente
Eu a degusto diariamente,
Sentir seu gosto inscrito.
O vento move o cabelo dela
Ela passa a língua pelo canto da boca
Move os olhos
Abre um meio sorriso
e me encara.
O que ela vê?! Provável que nada
Provável que tudo... Ou simplismente não veja.
Não saiba porque o texto foi apenas um comentário meio perdido -
sem foco.

28-11

sábado, 27 de novembro de 2010

pq eu errei feeeio na msg *

Ontem você me ligou depois de toda a cansativa viagem só para avisar que chegou, com a voz contente, divertida, realizada, linda! E eu a recepcionei da forma mais seca; forma que não a agradou nem a mim. Já expliquei o que aconteceu, você me disse 'tudo bem', mas não ligaria mais durante a viagem.
Bom, novamente, me desculpe. Perdoe essa minha capacidade absurda de ser estupida nas horas que eu mais amo. Perdoe o fato de eu, até hoje, ficar ansiosa ao ouvir sua voz, como se fosse naquela manhã seguinte a que nos conhecemos. Perdoe se eu nunca sei o que dizer, mas é que gosto muito mais de ouvir você contando sobre seu passado, distante ou de horas atrás. Perdoe o fato de eu não estar ao seu lado quando você precisa, nem de poder segurar suas mãos suadas quando você está nervosa ou de ver suas novas manias sexys e hilarias! Perdoe o fato de eu não poder tomar café com você todas as manhãs ou te dar um beijo de bom dia, ou estar esperando você chegar cansada ou agitada do trabalho. Perdoe o fato de eu ser mais nova e falar bobagens desnecessário que concluem-se em insegurança, porque tudo o que eu mais desejo é que você sinta-se segura e plena nos meus braços, que agora também são seus... Perdoe-me não estar ao seu lado nas noites que você acordar com um barulho estranho, por um sonho ruim ou mesmo por desejos incontroláveis, queimando a pele, pedindo para serem realizados.
Desculpa, meu amor, por te amar demais e as vezes não saber lidar com as 'borboletas doidonas' do meu estômago.
Obrigada pelas manhãs que acordaremos juntas, pelas noites que passaremos acordadas, pelos sorrisos, pelas crises, pelas palavras, pelas fotos, pelas TPM's, pelas notícias, pelas piadas, pela importancia, pelas cartas e caretas, pela douçura, pelas reveleções, pelas histórias, pelas distrações, pelos conselhos, pelos abraços, pelo incentivo, pelos sonhos compartilhados, por incluir essa figura tensa (que sou eu) no seu dia a dia, pelas compras que faremos, pelos almoços que daremos, pelas tardes deitadas atoa, pelos vinhos que beberemos, pelas decisões que tomaremos, pelas doações, pelo carinho, pela segurança.
Obrigada por você deixar que eu faça parte de você.
"Viu, já te disse hoje? Eu te amo" : Obrigada por isso também.

Brisa 27-11

terça-feira, 23 de novembro de 2010

café pingado ;

Responde o que é segurar firme e jamais soltar...
Nos becos de devaneios antigos
De ruas impregnadas de tesão!
Responde o que é sentar numa mesa de bar
falar do passado fundindo-se com o presente
As mesmas pegadas, os mesmos bueiros...
E isso me fez lembrar das janelas,
de luas nossas, deles e delas!
Lembra sexo, cigarro e menta...
Belos epsódios, firmes no tendão.

Mesa de boêmios
Mesa de lembranças
Mesa de café
Quer um café para aliviar a tensão?!

Quero sensações extremas
para rachar a cara no sorriso de realismo
embutido no romantismo
traduzido no parnasianismo de amor real...
Da nossa arte inesgotavel!
Sempre arte! Sempre galanteador...
E de forma antagonica,
quase o branco e o preto em uma folha chamuscada nas beiradas das linhas verticais dos corpos
alheios, inteiros, calados, colados, sujos, translúcidos e só.

Também só abrir as janelas, excessões...
E eu completo as reticencias.
Reticencias que rendem arte agora!
Gosto de amizades sem compromissos
nada de submisso
Pois ainda temos nosso viço de peles jovens
que rendem as janelas abertas e as reticencias!

Portas também abrem!
E por essas passam a fumaça do cigarro
Que chegar até a varanda é fácil, complicado é sair pelo portão.
Então, vamos cantar?!
Vamos, querida, dançar no silêncio?

Inebriantes são as lembranças de refúgios seguros!
Pois elas se fazem, não porque o tempo nos roubou ou rouba
Sim por lembrar;
e dançar sobre as plumas de lembranças de mármore, rejuvenesce
Se, logo lembramos que já fomos tão jovens.
Mas o que rejevenesce a alma é o calor de pessoas não presentes
que ocupam as vontades vivas daqui...
Não as subtituem!
Existe o tesão lascivo e o tesão amoroso, meu bem!
Enquanto sua flor não vem ainda existe o quem!

As frases estão soltas!
Alguém as agarre nem que seja com a ponta dos dentes.
Tão simples e tão complexas, elas mancham o cenário 'fadigico'
e se não existe, há quem entenda.
Afastem as xícaras de café!
Ponho em pratos limpos, do que, mesmo por livre coincidencia
ainda alimenta...
o arfar, o suspirar de doces vontades,
fazendo desejar.

Hora de ler em voz alta?
Hora de concluir as páginas reinterpretadas?
Hora de soltar a fumaça e perder o ego em meio a neblina.

Brisa Biá e Andrea Kirkovits
20-11

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

puxa uma kdeira, tras seu copo e senta ai ;

Bom, salvaram a minha escrita!
E eu quase derrubei meu cigarro..
Morrerei nessa cadeira lendo suas palavras - morrerei de tesão!!
E sim, protegerei você até pedir asas... Sempre asas.
Poemas? Pra quê poemas se temos pensamentos fluindo e fugindo da minha cabeça?!
Amo ouvir sua voz!
Amo ouvir você falando, que seja a mais louca bobagem.
(E tenho até medo de amar você agora)
Eu pulo, pulo, pulo.
Ah, meus melhores amigos do último minuto...
E olha! Ele cruza a perna porque se recusa a morrer... Ele é nojento.
Observe bem: esse é o grande problema - EU NÃO TENHO PROBLEMA ALGUM!
Poema de mesa de bar...

06-11

nada pessoal

Abro a porta e ela já está aberta
Olhos atentos, boca sedenta
Corpo parado a minha frente
Eu tenho duas opções, uma em cada mão
aceitei, acertei, e você entrou.
OLÁ, QUERIDA!
Como é flutuar?! Como é estar na brisa?!
Surreal...
Venha, já estamos aqui, então não pare.
Já que estamos aqui, vamos...
O que me diz de dormir com desconhecidos?!
Abrir os olhos em companhia desejada mas não familiar?
O que me diz de acordar em ambientes que não são meus ou seus?!
Olá, querida.
Se eu me perdi nos seus beijos?! Sim, eu me perdi
Se eu me perdi nos seus seios?! Sim, eu me perdi
Se eu quero me achar enquanto você tiver aqui do meu lado?!
Não, não faço questão.
Ah, como eu adoro esses olhos negros e longes e colados no meu.
Ah, como eu adoro seu sorriso saliente e melado - doce.
Se eu sentirei falta daquilo que não conheço?
Talvez eu sinta... E sentirei
E quero conhecer aquilo que me oferecem...
Mas, se oferecerem o troféu mas eu não puder pisar no pódio!?
Pois bem: olá, querida
Aguardarei minha recompensa até o próximo feriado
Nesse meio tempo, o sorriso cretino sem sair do rosto maquiado...

2-11

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

nadapessoal ;x

Começar um pane:
gritar, se julgar vítima...
Isso nunca ajudou, garanto e aposto.
Piedade nunca foi meu forte!
Sou uma grande cúmplice da minha poesia,
Inventora de palavras, uma amante de coisas medianas;
Tenho fome de instruções e sede de irresurreiçoes
Tenho desejos de você acordando do meu lado, observando o meu calor ilimitado
Compartilhando esse sono salgado.
E eu me pergunto: onde foi parar a máscara que conservei?
A minha máscara de gelo derreteu-se e fundiu com as lágrimas do meu heterônimo que vive fora de mim.
Sou uma pescadora de estrelas e de sol
E quando jogo meu anzol e fisgo a luz que até hoje me acompanha...
Sou portadora.
Sou uma caçadora de idéias frívolas que, loucas para serem usadas, jogam-se às minhas armadilhas
Sou um ser impensante e incapaz de olhar a nudez com olhos de criança.


08/11

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

fora da lei ;D

"Dois gatos pingados
fora da lei
Ela é rainha eu o rei
Farra no telhado
fora da lei
Tudo bem
Sobe e desce muros
fora da lei
Ela sai por onde entrei
Gritos e sussurros
fora da lei ou lei..."


Agora? um fim de semana, um feriado, uma ferida, um corpo em brasa.. dois segundos.
dou a você dois segundos para decidir se vai ou fica.

;D