sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Nada pessoal ( nada pessoal ) tamanho grande

Esse não está sendo reescrito no computador... esse está sendo um desabafo imediato, louco para sair de mim antes que eu mesma faça isso...
quero que essas letras me comam antes que eu me jogue do décimo andar por me sentir pesada demais...
excessos! essa é a grande pungente de toda a vida que evitamos... tudo em excesso machuca, tudo em excesso é volupia, tudo é excesso é aprendizagem.
não sei mais se gosto ou não do que era bagunçado, não sei se ainda gosto de café amargo, não sei se ainda sei fumar meu cigarro barato.
eu sei que agora me sinto uma pena de 10 toneladas.
eu sei que eu estou sem chão, que estou arrasada, e mesmo assim o meu sorriso não desmancha com as lágrimas.
são elas gotas de tinta?! e meu rosto tornou-se abstrato....
o meus olhos acompanham toda a dor interna e meu peito arfa, ofega e para.
meus olhos pedem silêncio e solidão... meu pulmão exige o ar que tiraram de mim!
orgulhava-me de conseguir minha liberdade emocional, de poder gritar EU AMO VOCÊ, saber que era sincero e correspondido...
eu espiava por sob a porta todas as manhãs, eu banhava-me com os raios de sol todo fim de tarde e tomava banhos de chuva... inconsequentes banhos de chuva - e adorava!
todas as tardes mudaram seu curso, meus rios, minhas conversas, meu tempo.
todas as manhãs mostram-se incoerentes, e a linha entre a felicidade e a angustia é tenue demais para se simplificar...
todas as minhas noites têm angustiado meu corpo, têm machucado o que eu ainda quero guardar de você
indo assim, odiando te amar, no próximo fim de semana vou beber em sua homenagem, e agradecer pelas coisas mudarem
pelas lembranças serem só lembranças,
pela saudade dar vazão a uma plena brecha.
vou beber por ser a ultima vez que tocarei no seu nome, e você sumirá em mim
sumirá de mim para outra culpa.

Obrigada querida, e volte sempre.

Um comentário:

  1. é!!! as vezes me sinto igual a você...nos transformamos no que não somos pela pessoa que amamos...e depois vemos que ninguém nos ama o tanto que nós a amamos...sentimo-nos incomum, único, e triste...sei exatamente o que vc passa...talvez nos ferramos porque nao temos medo de amar...mas a vida é essa, ou somos frios ou somos quente...mornos ja mais...muito legal seu blog....parabens.

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