sábado, 30 de outubro de 2010

NADA pessoal

- se o mundo já caiu, BABY, só nos resta dançar sobre destroços.

Hoje pela manhã acordei com os pés dormentes da noite de ontem
e com a boca seca, e com o corpo cheio...
Queria ter escrito algo que valha pesar e pensar e dizer, ontem a noite.
Mas a euforia havia me tomado, e o sorriso que estampara no meu rosto maquiado não queria sumir.
Meu hálito amentolado, minhas costas suadas, meu samba que fazia feliz!
Ontem, o que me fez gozar foi a música, foram sorrisos que eu soltava sem nem ao menos perceber,
foram companhias que até então não conhecia, e passou a ser...
Ontem eu me desentoquei, dancei, dancei, dancei
Meus pés salientes formigaram e pediam socorro! Mas minha alma mexia, e eu não podia deixa-la na mão...
DANCEI, DANCEI, DANCEI!
Hoje pela manhã, a inspiração não é mais a mesma
Meus olhos se fecham, mas não de tesão, e sim de cansaso.
Mas a felicidade mútua e travessa ainda é visita, e logo mais dona da casa:
logo mais, dona da dona.
Mas hoje eu me consumo com uma cama até a noite...
E não é ressaca... Meus sentidos vieram a tona, e tudo o que começou de forma tímida, tornou-se inescrupulosa.
DANCEI, DANCEI, DANCEI
Para aqueles que sentem falta do meu corpo em brasa sempre que abre a roda,
EU ESTOU DE VOLTA!
Para aqueles que amavam me ver pelos cantos, eu apenas lamento não ter oferecido um café mais cedo...
Vamos, entre na minha mesma sintonia... SINTONIZE-SE CONSIGO E VENHA COMIGO.
Vamos, porque dentro dessa roda de samba moleque, de samba colado, de samba suado não existe problema... Então dance no centro da roda, sorria para quem te ignora, ENLOUQUEÇA ESSE SALÃO!
Faça-os perguntar porque você ainda sorri em meio ao terremoto. E MOSTRE PORQUE VOCÊ É BRASILEIRA..
Ah, a vida que a gente escolhe, a vida que a gente constroi, a vida que a gente vive.
E vive bem.. E DANÇA!
e canta e se entrega!
SE JOGAA!

"não posso ficar nem mais um minuto com você, sinto muito amor, mas não pode ser..."

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

(nada) PESSOAL

pra você que me mata aos poucos
pra você que me chama de louco
pra você que me faz nadar e sentir afogando...
eu sinto sua falta.

pra você que ri da minha risada
pra você que me contava piada
pra você que me abraçava e deixava seu cheiro...
eu sinto sua falta.

pra você que rejuvenesceu minha aura
pra você que só tocava a quatro paredes
pra você que perdeu o sentido a meio metro...
eu sinto sua falta.

e sentir falta de algo contagiante machuca
mas é assim que eu reage conforme o vazio cresce
conforme anoitece e eu não tenho você além dos meus pensamentos
eles que são sórdidos e egoistas...

pra você que mora dentro de mim e ignora: eu te amo.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

eu sou um lobo de mil partes

Nos disseram, semana passada, que eu preciso de você. Mas hoje eu me sinto sozinha, e só não me sinto, como eu estou sozinha.
Eu to evaporando e me desfazendo aos poucos;
eu tô chorando em silêncio para não despertar a minha ira,
para não despertar meu rancor.
Disseram que eu seria sua e minhas ações seriam suas e meus pensamentos seriam seus.
(PENSANDO BEM, EU DEIXARIA DE SER EU)
Disseram tanta coisa que eu acreditei, e até me fiz feliz antecipadamente...
Mas nas noites frias, nos olhos tempestuosos, eu durmo sozinha.
Disseram que vocÊ não me daria tempo nem me machucaria, mas você não me olha mais;
você não me ama mais.
Foi então que eu reparei que havia deixado de me amar;
foi então que eu reparei que mentiram pra mim e eu me deixei iludir.
Foi então que eu reparei que as noites em que passei abraçada com o travesseiro, me aquecendo e alimentando de saudade...
essas noites torturantes, eram todas escolhidas a dedo por mim.
E foi então que eu abri os braços e me joguei no mar.
Foi então que eu me permiti ser feliz sem você.
Foi então que eu reparei ser sozinha e ser conjunta - eu sou um lobo.
Mas a minha alcatéia não pertence ao seu ego.

22 Outubro 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

- porq nada muda se vc não mudar;

Agora a beleza dela desabrocha! Florece toda aquela alegria e estampa a luz nos olhos já radiantes por te olhar...
Depois de tanto tempo, quando os lábios se encontraram, quando as palmas estalaram, quando a respiração tornara ofegante.
Depois de uma eternidade emocional, eu tive você de volta; e ter se cheiro nos braços, assim de graça, consumiu toda e qualquer superficialidade.
Essa felicidade abstrata não equivale ao Céu, querida, nem a Lua que ironicamente nos sorri.
Sou sua, sou sua, sou sua.
Da mesma forma que eu deseje você.

17/10/2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Nada pessoal ( nada pessoal ) tamanho grande

Esse não está sendo reescrito no computador... esse está sendo um desabafo imediato, louco para sair de mim antes que eu mesma faça isso...
quero que essas letras me comam antes que eu me jogue do décimo andar por me sentir pesada demais...
excessos! essa é a grande pungente de toda a vida que evitamos... tudo em excesso machuca, tudo em excesso é volupia, tudo é excesso é aprendizagem.
não sei mais se gosto ou não do que era bagunçado, não sei se ainda gosto de café amargo, não sei se ainda sei fumar meu cigarro barato.
eu sei que agora me sinto uma pena de 10 toneladas.
eu sei que eu estou sem chão, que estou arrasada, e mesmo assim o meu sorriso não desmancha com as lágrimas.
são elas gotas de tinta?! e meu rosto tornou-se abstrato....
o meus olhos acompanham toda a dor interna e meu peito arfa, ofega e para.
meus olhos pedem silêncio e solidão... meu pulmão exige o ar que tiraram de mim!
orgulhava-me de conseguir minha liberdade emocional, de poder gritar EU AMO VOCÊ, saber que era sincero e correspondido...
eu espiava por sob a porta todas as manhãs, eu banhava-me com os raios de sol todo fim de tarde e tomava banhos de chuva... inconsequentes banhos de chuva - e adorava!
todas as tardes mudaram seu curso, meus rios, minhas conversas, meu tempo.
todas as manhãs mostram-se incoerentes, e a linha entre a felicidade e a angustia é tenue demais para se simplificar...
todas as minhas noites têm angustiado meu corpo, têm machucado o que eu ainda quero guardar de você
indo assim, odiando te amar, no próximo fim de semana vou beber em sua homenagem, e agradecer pelas coisas mudarem
pelas lembranças serem só lembranças,
pela saudade dar vazão a uma plena brecha.
vou beber por ser a ultima vez que tocarei no seu nome, e você sumirá em mim
sumirá de mim para outra culpa.

Obrigada querida, e volte sempre.