sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Nada Pessoal - saudade ;

Eu inspirei esse ar tão cheio de nada e senti aqui do lado, o seu cheiro...
Senti essa vontade repentina, de olhos fechados...
Eu senti falta do seu abraço, senti falta de um colo que eu nunca tive, e mesmo assim, por alguns minutos,
amei.
Senti vontade de sumir até você, para você, com desejo de você.
Senti raiva de sentir você
Senti saudades...
Mas saudade consome, saudade devora!
Saudade é assim como paixão...
Sentimentos a tona não cabem mais nesse tonel embreagante.
Sentimentos lascivos ou frígidos
Meus sentimentos que se escondem em sorrisos abstratos e preguiçosos
E quando saem de mim, estupram minha face e a mastigam em mil pedaços rasos e semi-nus
Todos os pedaços em pedaços e esses pedaços despedaçados em mais pedaços
E sem ao menos perceber...
Meus sentimentos explodem dentro do que meu espelho reflete
Mas eu não sei mais se a imagem refletida sou eu ou não
Já que, sempre que eu canso, eu mudo
e mudar radicalmente o esteriotipo fisico tem-se tornado tão diário que não surte mais efeito
preciso apenas de algo para me preencher, já que eu me perdi
preciso apenas que você me encontre...
Hoje só você pode me encontrar
e apesar dessas promessas que eu faço da boca pra fora, queimando a minha lingua,
com um ácido chamado mentira, enfatizando que eu não vou mais falar sobre você...
apesar disso tudo, eu quero você.
Você outra que não me deu noticias durante todo o dia... Não que eu precise delas, jamais!
Afinal, nem acordos, nem contratos, nem matrimonios, nem amizade nós temos.
Mas eu preciso das suas palavras sem sentido, das suas frases imperceptiveis... preciso que você alimente minha imaginação e me suporte por inteiro, que devore por inteiro e consuma essa minha necessidade absurda de você.

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