sábado, 31 de julho de 2010

Meu sono ...

O pior sono que já tive - idiota

De repente, acordo assustada e sem noção de tempo! Minha nuca dói, minha cabeça roda e meus sonos vêm a tona... Viro para o lado e meu livro ainda acomoda meu oculos e as páginas entre abertas transbordam as letras comidas que rodam pela minha cabeça... Algém invade aquilo que eu encontrava perdido... Ela fecha as cortinas, liga o ventilador, transgride o meu espaço.


Tinha um livro escrito em vermelho.. e desse livro saiam linguas que salivavam para minha história. Desse livro saiam garras, saiam mãos que queriam alcançar matéria para me sufocar... Eu virava de um lado ao outro, eu chamava em silencio e desespero, e ninguem atendia... Eu queria ler as palavras que flutuavam na página manchada do meu sono... Queria escrever paragrafos e descreve-los como pessoas... Queria dominar minha imaginação para que nós não sufocassemos... Sentia frio em tom de vermelho, sentia medo e vontade de ficar.


Eu acordei no desespero.. Não queria ouvir nada, não podia ouvir nada exceto meu sono; meu pior sono... Queria apenas continuar vestindo o vazio e a dor na nuca. Porque quando eu estou escrevendo, eu não posso falar: quando eu falo eu começo a pensar e paro de escrever, instintivamente...
Acordei mesmo; sem saber onde nem qual dia era, mas o primordial em minha cabeça era achar uma forma de reproduzir as palavras, os nomes que eu não
me lembro, as formas e os delirios que tive durante o breu bordo perdido na minha sobriedade plausivel.
Não falem comigo, estou a escrever.
Quando abro a boca e minhas idéias ainda flutuam pelo meu semblante, não os aconselho estar perto, pois as inspirações saem do meu corpo como um jato de vômito ou suores descontrolados...
Preciso de um café.


Depois, quando já havia vomitado as palavras em quem não merecia, mas por hora era tudo o que eu poderia ter oferecido, tentei refazer o meu pesadelo de forma fisica e representativa... Mas não consegui, e o meu sucesso não alcançado tirava meu ar e o transformava em lágrimas tumultuadas.. Eu tentava respirar, mas minha imaginação estava sufocada! (Eu tentava falar, mas não podia para que eu parasse de pensar...) Tudo o que me vinha a cabeça é 'de novo eu não vou conseguir, de novo, de novo, de novo mais um se perdeu em fração de segundos... de novo, de novo, de novo... volta, eu não posso perder-te! volta, volta, volta...' Minha vontade era gritar. mas eu não poderia perder o que há dentro de mim em um grito surdo...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Nada pessoal - terno e vestido

é parte de você em mim que um dia eu vou expor e explicar.
direi o que às pessoas que nunca nos conheceu de verdade? direi sobre o que, apesar da idade?
as coisas parecem que não fluem mais da forma que eu tanto desejei...
consequencias me excitam! causas me excitam! você me excede!
as palavras estão repetidas, a pessoa está repetida, a resposta a uma pergunta nunca feita ainda é a mesma...
eu tô no escuro! eu tô sem rumo, sem curso, sem motivo. eu tô sem sabor, eu tô sem vergonha.
eu nem sei como eu sou, mas eu sou.. eu sou porque sempre repito o que não sei.
e o que eu sei!? eu sei que te quero.
sei também que quero viver mais do que você está me proporcionando e que eu posso isso.. eu não sou atrofiada, nem minhas vontades são limitadas, eu posso mais porque eu quero mais!
eu sou colorida em meio ao preto e branco.. eu sou a deselegancia em festas de gala!
a questão não é ser.. ser é fácil. e eu sou.
o bloqueio é sentir-se ser, e eu não tô mais sentindo prazer em fazer coisas diárias, que antes eu fazia e gozava de alegria.
eu não tô mais sentindo o meu peito arfar com as notícias do nosso meio, não tô mais sentindo minha garganta fechar com os toques inesperados, nem o meu ego preencher meu vazio quando eu sei que nada pode me acontecer.
eu não estou mais pulando os meus obstaculos, não estou mais pisando nas minhas falhas, não estou mais crescendo com as minhas derrotas... se todas as minhas causas não sugerem mais consequencias, o que adianta eu fazer, seja lá o que for?!
eu tô no escuro, mas eu não to me sentindo sozinha, nem com medo... eu tô no escuro e tô me sentindo confortável sobre pregos de impossibilidades.
eu tô observando meus textos e revivendo as minhas dores. eu tô deliciando as minhas (tão amadas) reticencias. eu tô amando!
estou degustando meus vinhos carteados, estou salivando perante as minhas frases sorteadas.
estou exausta dentro de mim. cansei de viver essa minha tortura imediata, repentina e permanente.
qual minha forma de escrever? eu a perdi...
qual minha forma de falar? eu a perdi...
qual minha forma de gostar? eu a vendi...
troca-se um coração gasto e frígido por um rim em boas condições, assim não sentirei mais esse vazio e beberei mais prazeres da vida.
troca-se a minha cama histórica por uma parede vazia, assim deixarei de lado as noites mal dormidas e escreverei histórias.. se eu não as quiser mais, eu derrubo o meu muro!
troca-se minha aliança com o destino por caixas de papelão já usadas... troca-se, vende-se, ofereço! e não aceito devoluções! estou disposta a mudar mais uma vez essa minha fome de letras.
eu não quero mais essa derradeira verdade, essa brincadeira maldosa, esse peso sobre a minha influencia.
o espelho me condena e me mostra... mas eu tomo um banho quente, e nessa face manchada pinta-se um sorriso...
eu estou bem, afinal, eu acredito nas minhas mentiras internas.. eu aprendi a me dar a mão e levantar! ninguem mais sabe quando meu caos interior está transbordando, porque eu faço das minhas enchentes uma grande atração... ninguem mais sabe quando essa minha loucura fisica transpassa o limite da carne... ninguem mais sabe, ninguem nunca soube, e ninguem nunca saberá atuar como eu dentro de mim. O palco é meu, e é ali que eu me sinto em casa...
minha vida muda, mas não radicaliza.
eu primeiro troco a camiseta, depois a calça... se eu ja tirar o terno e puser um vestido, eu embaralho minhas idéias e perco meu jogo.
troca-se meu cenário por uma pláteia
...devolva-me.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Nada Pessoal

Eu acho incrível quando duas mulheres (ou dois homens, porque não?) estão se AMANDO em público e vem, sempre, um filho da puta (com todo respeito) e olha de cara TÃO feia que começamos a achar que estamos incomodando... Mas, parem pra pensar: porque, PORQUE estaríamos incomodando!? Se eles (heteros não simpatizantes) podem se beijar publicamente sem tornar o ato vulgar, porque nós, meros amantes homossexuais ou bissexuais ou trissexuais ou amarelos ou verdes tornamos o fato, aos olhos borbulhates de preconceitos, vulgar?! Não! Não e não! Eu não aceito isso, e espero que você também não.. Sabe?! Eu acredito em Deus. Acredito mesmo, nós conersamos e pam, mas acho que Ele me pôs em embalagem errada... As vezes foi proposital, as vezes eu tenho uma missão, assim como a maioria quem lê. Mas, poxa... Eu não tenho que ser infeliz ou exacerbadamente discreta, quase uma fugitiva, pela vida toda só porque algumas pessoas não aceitam o fato de eu amar, e muito, mulheres! AMAR SIM! AMAR, AMAR, AMAR! Não preciso ter medo de dizer que eu AMO MULHERES! E, particularmente falando, gosto mais das morenas baixinhas... rsrs
Façamos um acordo, meninas: sempre que um homem chegar e nos perguntar PORQUE SAIMOS COM MULHERES, vocês respondam 'você gosta de mulheres?! Pois bem, eu também!!'
Obeservem a reação desses hipocritazinhas metidos a gente e depois comentem... A vida é dos espertos, e pode ser resumida, sem muitas voltas.
Apoiem a vocês mesmas acima de tudo. E NÃO DEIXEM DE FAZER ALGO PRA RESPEITAR O PRÓXIMO E CONSEQUENTEMENTE ESTARÃO A MENTIR PRA VOCÊS MESMAS..
Ninguém fará isso por vocês.

;D


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Minhas Baixinhas ~

Várias vezes já escrevi poemas e cartas e contos para as meninas que eu me apaixonei, mas para minhas amigas é mais complicado. Elas tranpassam o sexo, elas transpassam esse amor momentaneo.. sei que as minhas amigas, as minhas baixinhas têm todos os defeitos do mundo e aturam os meus milhoes de defeitos também.. Eu tenho consciencia de que elas não são, tecnicamente, perfeitas, mas elas são as minhas meninas!
Em suma somos um tripé: se algo acontece com uma das pernas, a gente tem que restaurar pra estar em pé de novo..
Quando fazem mal a uma das, as outras tomam as dores, quando a gente cresce, no rosto delas ta escrito o orgulho...
Aqui eu não posso escrever sobre o prazer que eu tive noite passada, elas não me proporcionam um orgasmo físico.. mas elas estão comigo! Sempre estão comigo! Quando eu tõ chorando, quando eu tô chateda, quando eu tô rindo, quando eu tô apaixonada.. Elas dizem pra onde vão, elas vão comigo. Elas procuram, elas dormem no meu colchão; a gente se rejuvenesce!
A gente se aprende, a gente se conhece, a gente se estranha, a gente se ama... e ama muito!
Pra vocês, meninas, é mais do que uma noite que eu quero oferecer, então não sei como descrever que eu tô sempre aqui, de braços abertos, pras mordidas de vocês e pras lágrimas também.. A gente vai aturando os vícios alheios e a gente vai consertando nossos desencontros..


"texto para Nohaninha e Rafichta!"

nada pessoal

Ok, acho que estou com medo.. não sei do que, mas eu to com medo de verdade...
me sinto sozinha e ao mesmo tempo sufocada.. é quase intolerante essa troca de humor.
e eu nao sei exatamente do que eu to falando.. acho que falo de ciumes, de brigas, de overdose. acho que falo de esperança mal colocada, sabe?!
que bom que você sabe, porq eu nao sei..
e, essa agonia interna tem sido tão diária e tão permanente.. eu nem sei mais se sei ser sem ela.
as musicas, os textos, as pessoas, tudo! tudo tem causado enchente em meu peito, e mesmo transbordando, mesmo excedente, é tão bonito...
eu não sei se gosto mais do bagunçado ou do limpo... eu não sei mais do que gosto, não sei se se mais o que quero.. não sei mais se eu posso! parece que perdi o controle da vida que eu julgava ter.
e tá engasgando na minha garganta essa minha decisão precoce e antiga. ta engasgando e em algum momento eu vou gritar com todo ar que me resta no peito, com todo ar que não ficou na respiração ofegante e vaga.
eu vou gritar, eu vou chorar, eu vou me permitir sair de tras das cortinas e comandar meu teatro.
eu preciso disso.. e sabe mais do que eu preciso!? eu preciso de você.

xxx

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Luto Moral

Bom, acho que todos estamos meio de luto, não é? Afinal, a UNICA coisa em que poderiamos nos orgulhar volta pra casa...
Brasil... um país com tanta cultura, não valoriza a si proprio.
Brasil.. um pais tão extenso não consegue controlar sequer a casa do presidente.
Brasil.. um país tão bonito e tá deixando de ser Brasileiro.

é tão ruim, é tão sem vida esse assunto, que a única coisa que posso, nesse momento, expressar é meus pêsames. E dizer que, caso um dia eu encontre o Dunga, preparem o velório, porq eu nao vou me segurar.
Estou derrotada moralmente.. A bola que todos chutamos juntos, tantas vezes, bateu na trave, quando muito, e só nos deixou na vontade!
os pés que tanto nos deu esperanças, o que falar e feriados adiantados: agora vai tudo embora; agora tudo volta pro NOSSO brasil! x/

- ele quer ser brasileiro, brasileiro, brasileiro
(...) confunde rumba e tango, pensa que é manbo, entra na roda
mas não sabe batucar.
pede um guaraná, veste camisa 10(...)
é que eu sou brasileiro, brasileiro, brasileiro.
e eu não saiu mais daqui!


aaah, eu não desito é nunca!